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O que é e como fazer networking para o seu negócio

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Desenvolver e fortalecer uma rede de contatos pode ser decisivo no sucesso de um negócio de impacto

“Networking é a construção de redes de contatos para troca de informações e geração de oportunidades através dos relacionamentos. Eu gosto de falar que é a ativação da conexão com as pessoas”.

Quem explica é Raquel Rodrigues, empreendedora do Conexões Verdadeiras® e especialista no assunto, em entrevista para a Kaleydos e Pipe.Social. Conversamos com ela para levar um pouco desse conhecimento a empreendedores de impacto e ajudá-los a nutrir relacionamentos que possam fortalecer os seus negócios.

Ao longo de toda a sua jornada empreendedora, você sempre precisará de relacionamentos. Alguns serão clientes. Outros, serão parceiros ou fornecedores. Ou simplesmente pessoas que te apoiam de alguma maneira, como ao fazer uma recomendação ou dar uma opinião construtiva sobre o seu negócio.

O networking pode ser ainda mais importante para o empreendedor em estágios iniciais, que ainda não tem muita visibilidade, nem um grande orçamento para investir em marketing. Portanto, nutrir e fortalecer esses relacionamentos gerando confiança mútua poderá ser decisivo para o seu sucesso.

Nessa matéria, você receberá orientações para dar os primeiros passos na prática do networking com segurança e eficiência para gerar resultados.

Boa leitura!


Este é um conteúdo da série:

+imPACTO: Negócios & Propósito


Um roteiro para o networking eficiente

Vamos botar a mão na massa? Conheça o método de networking recomendado por Raquel Rodrigues.

1 – Defina o seu objetivo claramente

Foto: Visual hunt

Antes de começar, decida o que você pretende alcançar com networking. Seu objetivo é ter parceiros de negócios? Vender seus produtos e serviços? Ter visibilidade?

Se isso não estiver claro desde o início, você não conseguirá passar sua mensagem com clareza, o seu público perderá o interesse no que você tem a dizer e você perderá oportunidades. Sua clareza de ação e os seus resultados dependem da definição do seu objetivo.

2 – Não subestime a rede que você já tem

Foto: thetaxhaven on VisualHunt / CC BY

Antes de ampliar a sua rede e fazer novos contatos, trabalhe os relacionamentos que você já tem.

Em vez de enviar uma série de solicitações no LinkedIn ou de coletar cartões de visitas em eventos, procure quem você já conhece. A tendência é que essas pessoas gostem de você, desejem que o seu negócio dê certo e estejam dispostas a te ajudar.

Trabalhar essa rede que já existe é o primeiro passo. Ampliá-la é o passo seguinte. Não tenha pressa, pois isso poderá lhe prejudicar.

É importante mapear a sua rede atual de acordo com o tipo de oportunidade que você pode ter com cada um dos seus contatos. Uma maneira de fazer isso é classificá-los em três categorias: possíveis parceiros, possíveis clientes e quem pode te recomendar para outros contatos.

3 – Planeje as suas abordagens

Foto: VisualHunt

Não aborde seus contatos, atuais ou novos, de qualquer maneira. Tenha um método para alcançar as suas metas.

Priorize quem contatar primeiro. Por exemplo, abordar primeiramente os seus clientes potenciais. Depois, seus possíveis parceiros. Em seguida, quem pode te recomendar. Então decida como vai entrar em contato com essas pessoas. Com algumas você pode falar via WhatsApp, com outras pode ser mais apropriado via e-mail, telefone, LinkedIn etc.

Feito esse mapeamento, agora você começará as abordagens. Um erro comum nessa etapa é tratar o seu contato como um lead e começar já querendo fechar uma venda.

Tenha em mente que seus contatos ainda não sabem o que você está fazendo. Portanto, sua meta nesse momento deve ser atualizá-los. Em vez de enviar uma mensagem oferecendo um produto, convide para tomar um café ou fazer uma videoconferência para ambos atualizarem um ao outro.

Para tornar a sua mensagem mais eficiente, você pode usar gatilhos de memória (mencionar um acontecimento entre vocês) ou gatilhos de emoção (mencionar algo que te tocou em relação à outra pessoa). Esses gatilhos irão chamar e prender a atenção do seu contato.

Um exemplo de gatilho de memória é dizer: “Carlos, estava lembrando daquele evento do qual nós participamos e lembrei de você. Faz tempo que não conversarmos. Vamos marcar uma videoconferência?”. Caso a pessoa não se lembre imediatamente de você, mas provavelmente se lembrará do evento.

Você pode unir o gatilho de memória a um gatilho de emoção. Por exemplo: “Carlos, estava me recordando daquele evento e durante uma dinâmica você me disse uma coisa super legal que fez muita diferença para mim. Faz tempo que não conversamos, vamos marcar um café para nos atualizar?”.

Note que nessas abordagens você não está procurando apenas dizer o que está fazendo e oferecer um produto. Você também está se dispondo a saber da vida do outro e ouvir o que ele tem a dizer. Essa predisposição à escuta empática diminui a barreira para aprofundar esse relacionamento e, eventualmente, fazer uma venda, estabelecer uma parceria ou conseguir uma recomendação.

Segundo Raquel: “O contexto é muito importante. Quando você dá um contexto, a pessoa para pra ler. Vai ser mais fácil conquistar clientes, ganhar visibilidade e recomendações. Será mais rápido. Se você falar muito com pessoas que não têm a ver com o seu contexto, vai demorar mais.”

4 – Dê continuidade aos contatos feitos

Foto: Got Credit on VisualHunt / CC BY

Um erro comum é chegar ao ponto de marcar uma reunião em que surgem várias ideias, mas depois não dar continuidade ao contato. Coloque na sua agenda a tarefa de dar um retorno aos contatos que você fez, mantê-los informados e obter uma posição sobre o que foi acordado.

“Se você agenda uma reunião com uma pessoa e some, que imagem está passando pra ela? Que não era tudo isso, que você não estava tão a fim. Se eu fiz uma proposta, vou acompanhar até a pessoa dizer sim ou não. Onde os empreendedores acabam errando é nessa consistência do relacionamento.”, explica Raquel.

Dicas importantes

Esteja seguro

Um erro comum em networking é demonstrar falta de confiança em si ou no seu negócio.

Isso acontece mais frequentemente quando o empreendedor está começando e ainda não tem prova social, números e evidências do resultado do seu produto. Se isso desmotivar o empreendedor, ele acabará desistindo de abordar os seus contatos. Ou, quando o fizer, não passará uma mensagem de segurança. No caso de um negócio ainda começando, o empreendedor deve ter confiança nas suas habilidades e na sua proposta de valor.

Na opinião de Raquel, “esse brilho no olho, essa segurança, mesmo com as vulnerabilidades do negócio, ajuda muito. Inclusive em receber da sua rede feedbacks e mentorias. Porque você vai começar esse movimento e as pessoas vão querer te ajudar e dar dicas. E isso tudo é algo que o networking oferece, na maior parte das vezes, gratuitamente”.

Tenha uma agenda

O networking é uma atividade contínua que deve ser feita consistentemente. Não tente fazer todos os contatos de uma vez. E nem deixe de fazer contatos. Estabeleça uma rotina de trabalho que inclua essa atividade. Você pode, por exemplo, dedicar duas horas por semana para o networking e dividir esse tempo ao longo dos dias.

Arrume um tempo para conversar com seus contatos. Não adianta fazer tudo o que foi recomendado até aqui e só ter agenda para um café daqui um mês.

Qualidade é mais importante do que quantidade

Há quem acredite que networking dá muito trabalho porque é necessário falar com muita gente. Raquel discorda.

“Você tem que falar com as pessoas certas de acordo com o seu contexto. Essas pessoas podem ser uma, podem ser 5, podem ser 10. Se você quer falar pra mil pessoas, aí você está fazendo marketing, não networking. Aí você faz um post nas mídias sociais, uma live, dispara uma newsletter. Networking é um pra um.”

Esse conteúdo foi útil para você? Agora, mãos à obra! Estabeleça seu objetivo, mapeie seus contatos e comece as abordagens de maneira estruturada. E sucesso no seu negócio!

Para saber mais sobre networking

Os dois livros abaixo ajudam a se aprofundar.

Leia também

Comunicação para negócios de impacto social: o que é e como fazer – Parte 1

Comunicação para negócios de impacto social: o que é e como fazer – Parte 2

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Foto: Freepik.com


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