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“Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental” aprofunda entendimento do ecossistema

Conheça os principais resultados das duas primeiras edições do estudo; 3º Mapa será publicado em 2021

Desde 2017, a Pipe.Social contribui para um entendimento profundo sobre o ecossistema de negócios de impacto brasileiro. Foi nesse ano que lançou 1º Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, uma radiografia do setor baseada em uma pesquisa realizada junto a empreendedores, investidores e organizações intermediárias, cujos resultados ajudam a orientar estratégias e ações do setor.

A segunda edição foi lançada dois anos depois, em 2019. E agora está sendo elaborado o 3º Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, a ser publicado em 2021. A Kaleydos é parceira desse projeto desde a sua primeira edição. Empreendedores que queiram participar do estudo podem se inscrever no site da Pipe.Social.

Nessa matéria, resgatamos os principais resultados das duas primeiras edições do Mapa e, principalmente, como o ecossistema se desenvolveu de 2017 a 2019.

Boa leitura!


Este é um conteúdo da série:


Ecossistema de impacto cresce e amadurece

O número de negócios que se reconhecem como de impacto têm aumentado nos últimos anos no Brasil e isso se reflete no quantitativo de empreendedores, assim como de outros atores (investidores e organizações intermediárias), que participaram do 1º e do 2º Mapa.

Da primeira edição participaram 579 negócios e 40 atores do ecossistema. Da segunda, foram 1002 negócios e 55 atores. Espera-se uma participação ainda maior para a terceira edição.

Além disso, tem-se notado um amadurecimento dos empreendedores de impacto. Em comparação ao estudo de 2017, em 2019 eles demonstraram ter mais clareza sobre o que são negócios de impacto, a importância de se mensurar o impacto social e/ou ambiental e a relevância de o negócio se posicionar claramente alinhado a pelo menos um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Acesso a investimento e recursos financeiros continua sendo um desafio

Um resultado comum ao 1º e 2º mapa é um desafio comum a todas as startups, não apenas as de impacto: acessar investimento e recursos financeiros, como capital semente e investimento-anjo, em seus estágios iniciais.

Por outro lado, no período de 2017 a 2019 ganharam força outros tipos de recursos, como Venture Philantropy, crowdlending e crowdequity, que ampliam as possibilidades para o empreendedor injetar capital no seu negócio.

Perfil do empreendedor de impacto ainda é pouco diverso

Comparado ao primeiro estudo, o perfil do empreendedor de impacto se tornou mais diverso no 2º Mapa. Contudo, o fundador típico de uma startup de impacto continua seguindo o padrão “homem, branco, residente no sudeste e de classe média ou alta”.

O setor precisa encontrar maneiras de apoiar diferentes perfis de empreendedores.

Uma maneira de se fazer isso e que têm ganhado força é a criação de programas e chamadas especificos para mulheres, negros e índios e empreendedores da periferia. É um movimento que já tem acontecido e que pode se fortalecer nos próximos anos.

Outra medida é ter mais homens investindo em mulheres, ou mais mulheres investindo em outras mulheres.

Tendências do ecossistema de impacto brasileiro

No 2º Mapa foram identificadas algumas tendências que provavelmente devem se confirmar no estudo a ser publicado em 2021. São eles os ecossistemas regionais de impacto e os negócios de impacto da periferia.

Ecossistemas regionais

Assim como o estudo de 2017, o de 2019 mostrou que os negócios de impacto brasileiros estavam concentrados nas regiões sul e sudeste. Contudo, em 2019 já se revelava um fortalecimento de ecossistemas de impacto nas regiões norte e nordeste. Isso foi evidenciado tanto pela participação de empreendedores dessas regiões, como de organizações intermediárias.

Essa tendência facilita ao empreendedor encontrar apoio e investimento em sua própria região, sem haver a necessidade de se deslocar até São Paulo ou Rio de Janeiro, por exemplo. Além, é claro, de ser importante que negócios gerem impacto positivo em todas as localidades do país.

Negócios de impacto da periferia

Outro resultado do 2º Mapa é o fortalecimento dos negócios de impacto da periferia. As periferias, sempre ricas em projetos sociais dependentes de doações, passam a gerar cada vez mais negócios de impacto com sustentabilidade financeira.

A atuação de alguns atores tem sido fundamental para esse desenvolvimento, entre eles: ANIP e ADE Sampa, em São Paulo, e Vale do Dendê, em Salvador. São organizações que entendem as necessidades dos empreendedores de regiões periféricas e ajudam a capacitá-los a gerar impacto local.

Participe do 3º Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental

Se você é empreendedor de impacto, participe do Mapa e contribua para fortalecer o conhecimento sobre o ecossistema. Se você tem um negócio ou uma tecnologia que responde a um desafio social e/ou ambiental, inscreva-se na plataforma da Pipe.Social. Se o seu negócio já for inscrito, cheque se as informações estão atualizadas.

Nessa edição do Mapa, a Pipe.Social inaugurará, também, o Portfólio de Negócios de Impacto Socioambiental reconhecidos como destaque, com envios para a imprensa, investidores, aceleradoras e ecossistema. Serão cases especiais que trarão visibilidade e alcance para os negócios e todo o setor.


Sobre a Kaleydos

Kaleydos é uma plataforma de investimento e desenvolvimento de soluções e negócios alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Apoiamos negócios inovadores em estágio inicial de maneira personalizada mesclando mentoria, capital semente e co-gestão. Somos uma iniciativa do Instituto Jatobás. Clique aqui para saber mais sobre nós.

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